Portfólio
Contando as horas para a folia
O samba dita o ritmo da noite e anima o público no Setor 1 da Vila Germânica


O samba dita o ritmo da noite e anima o público no Setor 1 da Vila Germânica
CRISTIAN WEISS e DANIELA PEREIRA
BLUMENAU
Ao ritmo do samba, as mãos não resistiram e a mesa de bar virou pandeiro improvisado. Seguindo o compasso da banda Confraria do Samba, um grupo de cinco senhoras se anima a cada canção de raiz, tocada em frente ao Setor 1 da Vila Germânica. A festa informal é um aperitivo do Carnaval que se aproxima.
A mais animada delas é a costureira Dina de Paula, 58 anos. Habituada aos carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo, de onde migrou há seis anos, ela assume que gosta mesmo é do ritmo contagiante, que diz sentir falta em Blumenau.
– A cidade precisa mais disso (das rodas samba). Para mim, não precisa nem ter desfile de Carnaval. Se for batuque eu estou dentro – admite, com bom-humor.
Amiga de folia, a aposentada Deliani Travasso, 44, é frequentadora assídua das Rodas de Samba na Vila, que ocorrem todas as quartas-feiras à noite. Para ela, é uma preparação indispensável para o Carnaval e uma opção de lazer que deveria ser expandida para o ano todo.
– Faltam encontros em Blumenau para ouvir um bom samba e trazer a família – considera.
Para os foliões da cidade, o mestre-sala manda avisar: prepare a fantasia porque na sexta-feira tem Baile de Carnaval. A festa começa às 19h, no setor 1 da Vila Germânica. Novamente, a animação será comandada pelo grupo Confraria do Samba, acompanhado da Banda Lino e Orquestra.
O Carnaval ainda resiste
Apesar da morte anunciada em janeiro pela prefeitura, um grupo de resistência garante que a tradicional folia na rua está garantida. Mas não no Centro. Domingo, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Unidos do Bairro tomará a Rua Johann Sachse, Bairro Salto do Norte, mostrando que uma parcela dos blumenauenses adotou a festa. E gosta muito.
– Estamos trabalhando desde 2002 e vamos mostrar este ano que Blumenau pode, sim, ter um Carnaval de primeira – disse Amaro França, o Dime da Mocidade, fundador e compositor da escola.
Os preparativos começaram no final de janeiro, com a construção dos três carros e algumas alegorias da escola. Os temas principais serão educação, habitação e o próprio Carnaval, renegado este ano pelo governo municipal. O amor pela festa será entoado no samba enredo, que também serve, segundo Dime, como resposta “à tentativa de matar uma tradição brasileira”.
O atual presidente da escola, Luiz Carlos Pereira, contou que quando Dime propôs montar a agremiação, todos ficaram desconfiados, mas hoje, quando o grupo vai para a rua é maravilhoso. Todos podem participar, basta ir até lá e brincar até cansar.
GRES Unidos do Bairro
■ Foi fundada em 18 de agosto de 2002 no Bairro Salto do Norte, através da união entre o santista Amaro França e um grupo de pagode ■ Começou com poucas pessoas, a bateria tinha 10 integrantes. Hoje, está com 350 componentes e com mais de 40 pessoas na bateria ■ Todos os anos, apresenta um samba enredo próprio, com temas relacionados ao cotidiano da cidade ■ A agremiação é uma instituição sem fins lucrativos e depende de doações. O desfile deste ano contará com o apoio de comerciantes do bairro
GRES Unidos do Bairro
Serviço
Carnaval – Sexta-feira tem o Baile de Carnaval no Setor 1 do Parque Vila Germânica, às 19h. Ingressos custarão R$ 2. Pessoas fantasiadas terão acesso livre. Domingo, às 14h, começa a concentração da Mocidade Unidos do Bairro na Rua Johann Sachse. O desfile começa às 15h30min. A participação é gratuita e não é obrigatório usar fantasia.
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